Criar um anúncio grande. então vem o pedido do cliente, que quer 2 anúncios de metade do tamanho inicial, para montá-lo ele lhe envia uma logo dentro de um arquivo do Word, um flyer escaneado a 72DPI com a tampa do escanner aberta e para a outra metade um email “spam-like” desses de campanha online cortado em 732 partes, igualmente a 72DPI. ampliação estimada em 400%, sendo que o material cobre direto apenas metade do espaço, tudo vai ficar lindo.
Montagem do material na primeira vez, em pé, devido aos dados enviados. cliente não gosta, diz por cima como quer (na horizontal, woa!), você remonta o Frankstein, de lado agora, manda pro cliente, que não gosta do que você fez e sugere fazer o mesmo, mas invertendo esquerda com direita. okay, você vai lá, inverte e manda pro cliente. “Ahh, AGORA SIM, é isso que eu queria“!!
Alguns dias depois descobre que o cliente grafou errado uma palavra chave e você comeu outras duas do texto na pressa em refazer a coisa. o silêncio impera.
Cliente marca contigo 11hs, aproximadamente, e você, precavido, deixa o material todo pronto com antecedência. parte da coisa “boa” de ser freela é que tu faz o seu horário, certo?! Bom, no que depende de alguns clientes, você é um vadio que não faz nada da vida além do trabalho que presta pra ele. ao menos, uma parte dos clientes pensa assim, mas esse é ~especial’. deixou uma folha impressa a jato de tinta e um canhoto PB com algumas logos. A folha impressa na jato não bastava, o papel tinha que ser daqueles marmorizados, coisa finíssima, tinha que puxar dali as logos de 1½x2cm e deixar com 3×4cm, pelo menos. ~bagulho’ feito, mente tranquila.
Estou saindo de casa no dia seguinte e o celular toca, contratante nervoso:
- Onde é que tu tá?
- A caminho, pq?
- Lembra aquele cliente de ontem que ficou 2hs aqui e não sabe nem seu nome?
- Sim, sei, tá feito no desktop a amostra já, ele vem às 11. (interrompido)
- Não, ele já está aqui esperando, tu quer que eu vá te buscar?
- Não, até tu chegar eu já estou aí. estou no meio do caminho já.
Ele apareceu 8:45 da manhã, sem saber que você é um bom freelancer que em razão de outros trabalhos marca de chegar às 9:15. e ainda teria chego antes do meu previsto e quase 2 horas antes do ~combinado’. chego, nem sinal do contratante, o cliente saindo da minha sala, com olhar sério e uma fala mansa característica:
- Qual é o teu problema? Eu já estava saindo. (interrompo)
- .e eu chegando.
- Hmm. eu deixei com a menina aqui as alterações. (já fechando a porta)
Sigo sem dizer mais nada em direção do meu micro, a ~menina’ me passa as alterações e, no meio do caminho:
- Ele quer que tu passe todas essas logos daqui pra cá.
- Nem pensar. vai cortar todo o sentido dessa criação, ficará horrível.
- Ahh, faz, o cara tá pagando.
- NÃO faço, se ele não gostar que venha falar comigo que eu digo o por que que não, o designer sou eu, porra!
- Tá.
- Se for assim, eu vou lá no negócio dele e meto a colher também.
Envio para o cliente, nenhuma queixa.
CONCLUSÃO: Pode até ser que não volte nunca mais, mas se existe uma coisa a ser feita é respeitar QUEM é o profissional, achismo não faz ninguém profissional, e se o cara não se valorizar, quem o fará?! Digo isso por que todo mundo pensa que designer é usar um PhotoShop da vida, qualquer um mete o bedelho, mas quando vão em mecãnica ou chamam um encanador nunca se vê esse tipo discutindo com profissional, né?!