Trabalhar com design e fazer diagramação são coisas que exigem dedicação, como quase qualquer outra área. O melhor profissional é o que se atenta ao detalhe e extrai o 1% que outro profissional, por qualquer razão, não o faz. Onde se vê a saída disso? Quando você pega o trabalho finalizado em mãos e vê o seu nome em algo que você mesmo aprecia, esse é o preço da satisfação.
Outro dia passei na Biblioteca Pública Castro Alves de Bento Gonçalves e me permiti fotografar um livro que se destacou pra mim:

O livro mais recente de Remy Valduga, deste ano, recheado de ótimas histórias e as caricaturas com os traços que são característicos de Ernani Cousandier. O que tem de especial pra mim neste livro?

Eu escaneei e editei todas as imagens, otimizando elas para impressão offset e diagramei o livro todo. Além do fator financeiro, pesa também o fato de que na página de dados bibliográficos aparece meu nome, endereço, telefone e email. E ele está disponível para venda e, no caso da biblioteca, para locação. Naturalmente, eu li o livro todo no PDF que foi enviado para a gráfica, antes ainda de ser impresso, mas pegar em um livro de papel é uma sensação muito melhor.
Infelizmente o CIP não considera quem diagrama (do mesmo modo que estúdio de fotos não agregam ao nome autoral de uma foto, além do fotógrafo, o responsável pela edição eletrônica (o PhotoShop)). Mas, pra quem ler o livro, estará lá o nome e o ano.
E, quem sabe, quando os profissionais da área se especializarem mais, isso não comece a mudar…